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Alimentos para a próstata: o que pôr no prato e o que moderar

Não existe um alimento milagroso para a próstata, mas existe um padrão alimentar que costuma acompanhar quem cuida bem de si: o da dieta mediterrânica, com legumes, peixe, azeite, fruta e leguminosas. Somam-se uma boa hidratação ao longo do dia e moderação no café, no álcool e no sal. Veja como aplicar isto às refeições do dia a dia.

Porque a alimentação conta, mesmo sem milagres

Ninguém come um alimento e resolve de um dia para o outro o que o tempo foi construindo. Mas a forma como se come ao longo de meses e anos influencia o peso, a tensão arterial, o açúcar no sangue e a energia, e todos estes fatores têm a ver com o bem-estar geral, incluindo o das vias urinárias.

Há ainda uma vantagem prática: uma alimentação mais equilibrada ajuda a manter o peso adequado, e o excesso de peso, sobretudo na zona da barriga, é um dos fatores que os médicos costumam referir quando falam de saúde masculina depois dos 50.

Por isso, em vez de andar à caça de listas de alimentos proibidos, vale mais a pena pensar na direção a seguir: o que pode aparecer mais vezes no prato e o que convém moderar.

A dieta mediterrânica, em versão portuguesa

Portugal tem a sorte de ter a dieta mediterrânica à porta de casa. Não é preciso inventar nada: sopa de legumes, peixe grelhado, azeite, grão, feijão, fruta da época e pão de qualidade já fazem grande parte do trabalho.

O que a distingue não é um ingrediente isolado, mas o conjunto. Muitas hortícolas, pouca carne processada, azeite como gordura principal e refeições feitas com tempo.

Alguns exemplos simples para a semana:

  • Caldo verde ou sopa de legumes ao jantar, com uma fatia de pão escuro.
  • Sardinha ou cavala grelhada com salada de tomate e pimento, em vez de enchidos.
  • Grão com espinafres ou feijoada de legumes uma vez por semana.
  • Fruta fresca como sobremesa habitual, deixando os doces para o fim de semana.
  • Frutos secos ao lanche, num pequeno punhado, em vez de bolachas.

Peixe, tomate, frutos secos e legumes: as estrelas do prato

O peixe gordo, como a sardinha, o carapau, a cavala ou o salmão, é rico em ómega 3. Comer peixe duas a três vezes por semana é uma sugestão frequente dos nutricionistas e combina com a tradição portuguesa.

O tomate, sobretudo cozinhado com azeite, como num refogado ou num molho, é uma fonte de licopeno, um pigmento vermelho que muitos estudos de alimentação associam à dieta de quem se preocupa com a saúde da próstata. Não é uma promessa, é uma boa razão para ter tomate à mesa.

Os legumes crucíferos, como o brócolo, a couve-flor e as couves, os frutos secos sem sal e as sementes de abóbora completam a lista. Têm fibra, vitaminas e minerais, e dão saciedade, o que ajuda a não beliscar fora de horas.

Hidratação sem exageros nem medo da água

Quem acorda de noite para urinar costuma pensar em beber menos. Mas reduzir a água durante o dia não é boa ideia: a urina fica mais concentrada e pode irritar a bexiga, além de aumentar o risco de infeções urinárias.

A estratégia mais sensata é distribuir. Beber de manhã e ao longo da tarde, em pequenos goles, e ir diminuindo à medida que a noite se aproxima. Duas a três horas antes de se deitar, um copo pequeno chega.

A quantidade ideal depende de cada pessoa, do clima e da atividade. Uma referência simples é olhar para a cor da urina: se for amarelo-claro, está no bom caminho; se for muito escura, talvez esteja a beber pouco.

Café, álcool, sal e picantes: o que moderar

A cafeína estimula a bexiga e pode aumentar a urgência. Se bebe três ou quatro cafés por dia, experimente reduzir um e passar o último para antes do almoço. O descafeinado pode ser uma alternativa à tarde.

O álcool irrita a bexiga e favorece a produção de urina. Não é preciso proibições: um copo ocasional à refeição é diferente de vários copos ao fim do dia, e a diferença sente-se na qualidade da noite.

Os alimentos muito salgados, as conservas e os enchidos fazem reter líquidos, e os temperos muito picantes irritam algumas pessoas. Cada organismo reage à sua maneira; observe o que lhe cai bem e ajuste sem dramatizar.

Quando uma consulta de nutrição ou de urologia pode ajudar

Se tem diabetes, colesterol elevado, problemas renais ou se toma medicamentos que interferem com a alimentação, antes de fazer grandes mudanças fale com o médico de família ou com um nutricionista. Muitos centros de saúde têm consulta de nutrição, e no privado há várias opções.

A alimentação ajuda, mas não substitui a avaliação médica. Se notar jato fraco, idas frequentes à casa de banho, sangue na urina ou dor, marque consulta com o médico de família ou com o urologista e conte-lhe o que tem comido. Quanto mais informação levar, melhor será a conversa.

O que pode acrescentar um suplemento alimentar

Por vezes, mesmo com cuidado à mesa, o dia a dia não deixa tempo para tudo. Há homens que juntam um suplemento alimentar à sua alimentação, como apoio ao conforto da próstata e das vias urinárias. É um complemento, não um substituto de uma dieta variada.

O Prostalis é um suplemento alimentar em cápsulas para apoio ao bem-estar da próstata, com o preço de 29 € (preço do vendedor, pode mudar). Faz-se o pedido num formulário simples, com nome e telemóvel, e paga-se na entrega, depois de um operador ligar para confirmar a encomenda.

Toma-se segundo as indicações da embalagem. Não substitui tratamento prescrito e, se tem uma condição de saúde ou toma medicação, a opinião do médico ou do farmacêutico vem primeiro.

Perguntas frequentes

Existe algum alimento específico que faça bem à próstata?

Não há um alimento milagroso. O que se recomenda é um padrão equilibrado, como a dieta mediterrânica, com legumes, peixe, azeite, fruta e leguminosas, e moderação no café, no álcool e no sal.

Devo beber menos água para não acordar de noite?

Não é necessário beber menos no total. É preferível concentrar a água de manhã e durante a tarde, e reduzir os líquidos nas duas a três horas antes de dormir.

O tomate cozinhado é melhor do que o cru?

O licopeno do tomate é mais bem aproveitado quando este é cozinhado com um pouco de azeite. Mas o tomate cru em salada também tem vitaminas, por isso vale a pena ter os dois.

Um suplemento alimentar compensa uma má alimentação?

Não. Um suplemento apoia, mas não substitui uma alimentação variada nem o acompanhamento médico. Se tiver dúvidas, fale com o seu médico ou com um nutricionista.

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Conteúdo informativo; não substitui o conselho do médico. Perante sintomas, consulte o seu médico ou urologista.