Prostatite e hiperplasia benigna: diferenças gerais e como decorre a consulta de urologia
Prostatite é, em termos gerais, uma inflamação da próstata; a hiperplasia benigna é o aumento do seu volume, comum com a idade e sem relação com cancro. Podem dar queixas urinárias parecidas, por isso só o médico distingue uma da outra. Este texto explica as diferenças gerais e o que esperar da consulta, sem substituir a avaliação clínica.
Dois termos que se confundem com facilidade
Quando um homem ouve a palavra próstata junto de um problema, a primeira ideia que lhe vem é muitas vezes a pior. Convém desfazer esse nó: prostatite e hiperplasia benigna da próstata são condições diferentes, e nenhuma delas é cancro.
A razão da confusão é simples: ambas afetam o mesmo órgão e podem provocar queixas urinárias semelhantes, como idas frequentes à casa de banho, urgência ou jato mais fraco. Na prática, o que muda é a causa, a idade em que costumam surgir e a forma de acompanhamento.
Este texto é informativo e pretende ajudá-lo a preparar-se para uma conversa com o médico. Não pretende dizer-lhe o que tem; isso só uma consulta e, se necessário, exames podem esclarecer.
O que é a hiperplasia benigna da próstata
A hiperplasia benigna da próstata, muitas vezes abreviada como HBP, corresponde ao aumento do tamanho da glândula. É um processo lento, associado ao avançar da idade, e muito comum a partir dos 50 anos.
Como a próstata rodeia a uretra, o seu crescimento pode estreitar o canal por onde passa a urina. As queixas surgem de forma gradual: jato menos forte, demora a começar, sensação de esvaziamento incompleto e necessidade de acordar de noite.
A palavra benigna é importante: significa que as células não são malignas. Mas isso não quer dizer que as queixas devam ser ignoradas, porque o conforto e o sono podem ficar afetados e é conveniente acompanhar a evolução.
O que é a prostatite
Prostatite é um termo geral para inflamação da próstata. Pode ocorrer em homens de qualquer idade adulta e, ao contrário da hiperplasia, não depende apenas do avançar dos anos.
Existem diferentes formas. Algumas têm um início mais súbito, com febre, arrepios, dor ao urinar e dor na zona entre as pernas, e exigem atenção médica rápida. Outras são mais prolongadas, com desconforto na região pélvica ou lombar, sem febre, e podem durar semanas ou meses.
Como a apresentação varia tanto, o diagnóstico cabe ao médico. Por isso, se notar dor, febre ou ardor ao urinar, não espere nem tente resolver sozinho.
Diferenças gerais: uma tabela mental
Em linhas muito gerais, e sem que isto sirva de diagnóstico, estas são as diferenças que os urologistas costumam explicar aos doentes:
- Idade: a hiperplasia aparece sobretudo depois dos 50 anos; a prostatite pode surgir mais cedo.
- Evolução: a hiperplasia desenvolve-se devagar; a prostatite pode começar de forma mais súbita.
- Dor e febre: são mais características da inflamação do que do simples aumento do volume.
- Natureza: a hiperplasia é um aumento benigno do tamanho; a prostatite é uma inflamação, por vezes ligada a infeção.
- Abordagem: cada situação tem acompanhamento próprio, definido pelo médico e adaptado a cada pessoa.
Como decorre uma consulta de urologia
Em regra, o percurso começa no médico de família, no centro de saúde, que avalia as queixas e pode fazer a referenciação à consulta de urologia no hospital do SNS. Quem preferir pode marcar diretamente no privado ou através do seguro de saúde.
O urologista começa por conversar: desde quando tem as queixas, como é o jato, quantas vezes acorda de noite, se teve febre ou dor, que medicamentos toma, se há antecedentes familiares. Pode propor um questionário de sintomas e um exame físico.
Consoante o caso, pode pedir análise de urina, análises ao sangue, ecografia ou outros exames. Qualquer decisão sobre o que fazer a seguir é tomada em conjunto, depois de lhe serem explicadas as opções. Pode e deve fazer perguntas até ficar esclarecido.
Preparar a consulta: o que levar e o que perguntar
Uma consulta aproveita-se mais quando se chega preparado. Leve a lista de medicamentos e suplementos, as análises mais recentes e um registo simples das vezes em que urina, de dia e de noite, durante dois ou três dias.
Algumas perguntas úteis: o que pode estar a causar os meus sintomas? Que exames são necessários? Com que frequência devo voltar? Há hábitos que devo mudar? Quando devo contactar mais cedo?
Guarde as respostas por escrito ou peça que lhas deem. Um acompanhamento regular, no ritmo que o médico indicar, é a melhor forma de manter a situação sob controlo.
O que pode acrescentar um suplemento alimentar
Para além do acompanhamento clínico e dos hábitos de vida, alguns homens incluem no dia a dia um suplemento alimentar dirigido ao conforto da próstata e das vias urinárias. É um complemento: não faz diagnóstico, não trata e não substitui a consulta.
O Prostalis é um suplemento alimentar em cápsulas para apoio ao bem-estar da próstata, que custa 29 € (preço do vendedor, pode mudar). Pede-se num formulário com nome e telemóvel e paga-se na entrega, depois de um operador ligar para confirmar a encomenda e a morada.
Deve ser tomado segundo as indicações da embalagem e não substitui qualquer tratamento prescrito. Com sintomas persistentes, dor, febre ou sangue na urina, consulte o médico antes de mais nada, e fale também com o médico ou o farmacêutico se toma outros medicamentos.
Perguntas frequentes
A hiperplasia benigna da próstata é o mesmo que cancro?
Não. A hiperplasia benigna é um aumento de volume da próstata que não é maligno. As queixas podem ser parecidas com outras situações, por isso a avaliação médica é sempre importante.
A prostatite é uma infeção?
Nem sempre. Prostatite significa inflamação da próstata e pode ou não estar ligada a infeção. Só o médico, com consulta e exames, pode esclarecer qual é o caso.
Preciso de ir às urgências por causa dos sintomas urinários?
Na maioria das vezes, basta marcar consulta. Mas se tiver febre, dor intensa ou não conseguir urinar, procure um serviço de urgência. Em caso de dúvida, pode ligar para a linha SNS 24.
O que posso fazer enquanto espero pela consulta?
Pode registar os sintomas, moderar o café e o álcool ao fim do dia e manter a hidratação ao longo do dia. Não tome medicamentos por conta própria sem falar com um profissional de saúde.
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Conteúdo informativo; não substitui o conselho do médico. Perante sintomas, consulte o seu médico ou urologista.